domingo, 30 de julho de 2017

'Tatu'

A paixão de Lampião no Pajeú das Flores

Por Sálvio Siqueira

Na saga cangaceira, referindo com exclusividade à época da lampiônica, já lá pelos anos de 1929, o “Rei do Cangaço”, Virgolino Ferreira, o cangaceiro Lampião, enamora-se da cabocla da Malhada da Caiçara, município, hoje de Paulo Afonso, BA, Maria Gomes de Oliveira, que, mais tarde, a imprensa carioca a chama de ‘Maria Bonita’, alcunha pela qual torna-se conhecida, mundialmente, até os dias atuais.

Nos primeiros anos da vida como chefe cangaceiro, o bando do ‘Rei Vesgo’ pratica inúmeros estupros e suas ações são com um toque a mais de maldades em suas vítimas. Porém, é fato de que, talvez pela maneira que eram tratadas em suas casas, pelos seus familiares, as moças tinham sonhos de estarem com seus corpos envolvidos pelos braços dos bandoleiros. As notícias, divulgadas pelo meio de comunicação da época, jornal escrito, e mesmo a propalada oralmente de boca em boca, de pessoa a pessoa, não as faziam temer estarem com eles. Claro que não podemos generalizar, dizer que eram todas, talvez as que assim sonhavam, pensava, fossem a exceção. Sendo uma ilusão de ‘libertarem-se’ da maneira, modo, como eram ‘tratadas’ no seio familiar.

A história, descrita por vários autores, nos traz Maria de Déa como sendo a pioneira em adentrar, fazer parte, de um bando de cangaceiros nos sertões nordestino. Outros ainda nos trazem a história de uma outra baiana, Anésia Cauaçú, Anésia Adelaide Cauaçu, que fora uma cangaceira que viveu na região de Jequié, interior da Bahia, no início do séc. XX. Só que essa era a líder dos bandoleiros, e não uma simples companheira como foram ‘Maria Bonita’, ’Dadá’, ‘Sila’, ‘Adília’, ‘Quitéria’, ‘Cristina’, ‘Lídia’, ‘Durvinha’... e tantas e tantas outras sertanejas.

Pois bem, voltando no tempo, muito antes dos anos em que se deu o encontro de Lampião com Maria Bonita em território baiano, deu-se um caso amoroso entre ‘ele’ e uma jovem cabocla alagoana no Vale do Pajeú das Flores. Admira-me que, embora vários autores saibam, porém, não citam uma linha se quer sobre o caso em suas obras. Já outros, nem de longe imaginam tal fato, aí é impossível dizerem algo. No entanto, esse episódio, o caso, é fruto de narração oral colhida pela pesquisa de campo de um pesquisador sério da cidade de Calumbí, PE, onde nos relata claramente, minuciosamente, no livro “A Maior Batalha de Lampião”, Lourinaldo Teles Pereira Lima, 1ª Edição, 2017, nosso amigo Louro Teles, o qual, também, estranha a falta de insistência, ou assistência ao caso, de outros pesquisadores do tema sobre tal citação.

Nas andanças constantes dos cangaceiros, eram nômades, eles raramente comiam bem, mas, sempre que possível, faziam uma refeição decente. Esse alimento não era, na maioria das vezes, preparado por eles. Sempre eram feitos por algum coiteiro e levado para onde o bando estava acampado. Outras vezes, os próprios cangaceiros chegavam às moradias dos sertanejos e pediam para que fosse feito comida. Lampião sempre pagava, e bem, por esses serviços prestados. Não que ele fosse bonzinho, mas, por que pagando, tinha um aliado a seu serviço, sempre, e fora mais uma tática usada por Virgolino que deu bons resultados.

Em 1924/25 a caterva do ‘cego’, chega a uma simples moradia situada na zona rural de Mata Grande, AL. Lampião se apresenta e pede para o dono da casa preparar comida para a cabroeira. Enquanto esperam aprontarem a refeição, os ‘cabras’ começam a prosearem entre si. Alguns começam a jogarem cartas embaixo de alguma árvore que tinha no aceiro do terreiro. Outros apenas proseiam, contando suas aventuras para os amigos e, outros ainda, apenas descansam.

O chefe proseia com o Patriarca da família. Escondida em algum lugar, escolhido por ela, estava a jovem Maria Ana da Conceição que não perdia um movimento se quer de Lampião. O pernambucano percebe o insistente olhar daquela jovem sobre ele. Chegando a jovem, aproveita oportunidade, para prosear com ela. Ela, naturalmente está com o seu jovem corpo todo a tremer, não com medo, mas por está loucamente apaixonada por o fora-da-Lei, e o mesmo estar ali, diante dela.

Virgolino gosta da moça e depois de uma longa prosa com ela, pergunta se ela que ir junto com ele, fugir de casa, ir embora. De supetão a moça concorda. Parecia estar esperando aquela ‘cantada’.

Lembremos aqui que os cangaceiros tinham suas companheiras, suas namoradas e até mesmo suas esposas, não compondo os bandos, como ocorreu a partir de 1929, onde elas passam a fazerem parte dos próprios, mas, em algum local escolhido e mantido, financeiramente, por eles.

Citaremos, como exemplo, o caso do cangaceiro alagoano da região, segundo Érico de Almeida em sua obra “Lampeão-Sua História” (págs. 63 a 68), de 1926, próxima a Olho D’água do Casado, AL, município que faz limites ao Sul com o de Piranhas, AL, e ao Norte com o, hoje, de Delmiro Gouveia, AL, que nascera por volta de 1902, Antonio Augusto Feitosa, de alcunha Meia Noite. Meia Noite ao topar de frente Lampião e seus dois irmãos, os cangaceiros ‘Esperança’ e ‘Vassoura’, respectivamente Antônio e Livino Ferreira, onde diz que o segundo tinha lhe roubado nove contos de réis, logo após o ataque a cidade paraibana de Sousa, em 27 de julho de 1924, recebe do próprio Lampião quantia equivalente e é mandado embora do grupo. Por ter sido um dos que mais fizerem arruaças em Sousa, PB, conta-se que andou montado de esporas no juiz daquela comarca, Meia Noite passa a ser muito perseguido pela Força Pública da Paraíba, pelos homens, jagunços, do coronel José Pereira, de Princesa Isabel, PB e pelos próprios cangaceiros de Lampião.

Virando um cangaceiro solitário, Meia Noite começa a ‘visitar’, sorrateiramente e a noite, várias fazendas na região de Patos do Irerê, pedindo guarida. Logicamente, pagando bem, por uma noitada num celeiro, engenho ou casa de farinha. O detalhe é que ele levava a ‘tira-colo’ sua amante, namorada, companheira, chamada Zulmira, que no fogo da fazenda Tataíra, passa a noite recarregando as armas, enquanto seu companheiro enfrentava, sozinho, mais de oitenta homens.

Em certo momento, quase ao romper da aurora, o cangaceiro pede garantias de vida para sua companheira Zulmira, pois achava que não escaparia daquela arapuca, no que é atendido. Essa é presa e em pouco tempo solta. Desse cerco ele escapa, apesar de ter sido ferido em uma das pernas e, ao pular uma cerca, ter quebrado um dos braços, porém em pouco tempo é descoberto e assassinado por dois homens a mando do coronel Zé Pereira. Contaremos essa passagem da história, da valentia do negro Meia Noite, em outra oportunidade.

“(...) Depois de conversarem um pouco, Lampião disse:
“- Tem coragem de ir embora comigo?”
Ela, imediatamente, respondeu:
“- Tenho”. (Ob. Ct.)

Fizeram os preparativos. Sabia o pernambucano que teria que ter os cuidados redobrados com a presença de uma mulher no bando. Partem pala madruga em direção ao Leão do Norte, mais especificamente para um aglomerado de casas, hoje um povoado, denominado Roças Velhas, próximo ao distrito de São Serafim, hoje, município de Calumbi, PE.

“(...) Eles partiram pela madrugada em direção ao estado de Pernambuco, caminharam alguns dias e vieram sair em Roças Velhas, hoje um povoado pertencente ao município de Calumbi, mas naqueles dias eram apenas algumas casas isoladas no centro da caatinga, um dos redutos da família Teles. Roças Velhas foi fundada por Vitor Teles(...).” (Ob. Ct.)

Chegando ao novo ambiente, é providenciado uma choupana, palhoça, ou algo parecido, para que o ‘casal’ se aconchegasse. Depois de vários dias, curtindo a vida, Lampião recebe a informação de que as volantes estão rondando nas proximidades. Chega para sua namorada e diz o que fará nos próximos dias, principalmente em relação a segurança dela.

“(...) Lampião percebendo o perigo falou para Maria:

- Olhe Maria, vou ter que me afastar por um tempo, mas quando as coisas acalmar eu volto!
Respondeu Maria:
- Mas como é que eu vou ficar aqui? O dono da terra vai butá eu pra fora, e para onde eu vou?
Lampião colocou a mão no bornal, tirou dele um frasco redondo com tinta, uma pena e um papel e escreveu dizendo:

- Eu já medi um pedaço de terra, fiz o documento! Tome, guarde e pode dormir sossegada que daqui ninguém lhe tira! (...).” (Ob. Ct.)

O local escolhido pelo “Rei do Cangaço” para sua namorada ficar, era estratégico. Em sua volta ficavam vários esconderijos, em várias propriedade e fazendas, usadas por ele, tais como: “A Serra Grande, a Pedra D’água nos Barreiros, a Fuxico, o Saco dos Campos e As Pedreiras”. Mesmo que ele não pudesse ir ao casebre onde ela estava, ele enviaria um recado por algum de seus ‘cabras’ ou coiteiro, e a mesma iria até onde ele se encontrava.

Essas terras em que fora alojada a moça que veio das Alagoas, nas Roças Velhas, ainda hoje pertencem aos descendentes da família de Maria Ana da Conceição. Como em quase todos existem alcunhas, aqui pelo sertão, Maria Ana ganha o apelido de ‘Tatu’, e assim torna-se conhecida em toda região. O inevitável aconteceu, Maria Ana engravidou e pariu um feto vivo do sexo masculino, o qual deu o nome de Elizeu. Essa criança nasce em agosto de 1926, porém, Lampião, para despistar futuras investigações, acresce a idade da mesma, ordenando que se coloque em seus documentos uma data anterior ao seu início na saga. Assim é feito. A documentação da criança é feita como se ela tivesse nascida em princípios de 1917.


 “(...) antes de ir embora preparou o documento de Elizeu como ele queria que ela fizesse e mandou registrá-lo com o nome de Elizeu Florentino dos Santos, filho de Laurentino de Campos e Maria Ana da Conceição nascido no dia 10 de janeiro de 1917. Fez assim para confundir a polícia. O menino nasceu em 1926. Tatu dizia que no tiroteio da Serra Grande Elizeu tinha três meses de idade. Esta versão foi contada a mim por Josefa Bernardo, esposa de José Florentino dos Santos, neto de Tatu(...).” (Ob. Ct.)

‘Tatu’ tinha uma amiga, Josefa Bernardo, a qual morou por muitos anos na mesma casa em que morava a namorada de Lampião. Ela referia sempre os comentários da amiga quando citava suas ‘aventuras’ com o “Rei dos Cangaceiros’, quando estavam no terreiro da casa, em Roças Velhas.Outros moradores do povoado Roças Velhas, no município de Calumbi, PE, como “dona Guilhermina Francisca da Conceição”, que tinha o apelido de ‘Guiler’, e o senhor José Francelino de Souza, foram algumas, das várias pessoas que relataram sobre esse namoro entre Lampião e a jovem alagoana 'Tatu, Maria Ana da Conceição.

Assim, levamos ao conhecimento dos senhores (as), mais um caso envolto pelos mistérios da saga do Fenômeno Social Cangaço. Na obra/fonte pesquisada, há referências de testemunhas, as quais relataram ao pesquisador todas essas informações e outras mais. Esse livro é de primordial importância ter-se em nosso acervo literário.

Fonte "A Maior Batalha de Lampião" - LIMA, Lourinaldo Teles Pereira. 1ª Edição. Paulo Afonso, BA, 2017.

Foto Ob. Ct.
tokdehistória.com

segunda-feira, 17 de julho de 2017

Novo livro na Praça

Lampião e o Cangaço na Historiografia de Sergipe

Por Archimedes Marques

A história do cangaço sempre foi banhada em mitos, galgada em criações, mergulhada em invencionices, submergida em exageros e até mesmo estrangulada em mentiras propositais ou omissões descabidas, sem contar com as tantas lendas dai surgidas, por isso é tão diversificada, tão bifurcada, possui tantas vertentes, pois além de tudo Lampião, o símbolo maior desse tema virou um Mito, um mito, acredito impossível de desmitificá-lo.

Então, em busca da história mais verossímil possível idealizei há cinco anos atrás o projeto de escrever este livro, um livro histórico, mas também um livro de debates, um livro que procura dissecar determinado assunto tão diverso e diferente de um autor para outros.

Nesse sentido também busquei opiniões de diversos pesquisadores, inclusive membros de grupos de estudo do cangaço, com destaque para o amigo Sálvio Siqueira com seus excelentes textos. Por isso o livro fora crescendo e se transformou em cinco volumes, pois além de Sergipe, por inevitável ingressamos noutras paragens. Assim, das minhas andanças e demais pesquisas também trago fatos novos, nunca divulgados, ou pelo menos pouco conhecidos e pouco divulgados, além de fotografias e documentos comprobatórios inéditos.

Desse modo, espero ser bem compreendido e acolhido no meu propósito e que esta pesquisa só venha a somar na compreensão desse tema tão empolgante quanto intrigante, proveniente de um doloroso drama vivido por milhares dos nossos antepassados sertanejos.

Espero que também gostem dos meus "ANJINHOS" dando as boas vindas ao livro "Lampião e o Cangaço na Historiografia de Sergipe", que terá o lançamento de origem do primeiro volume no Cariri Cangaço Exu.



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Você pode adquirir o seu exemplar via correios a partir do dia 24/07. Basta entrar em contato com o autor pelo email archimedes-marques@bol.com.br ou pelo Telefone (79) 98822-3832 (Oi)
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domingo, 16 de julho de 2017

Jorge Amado e Dadá

A amizade entre o célebre escritor e a ex-cangaceira

O grande escritor baiano Jorge Amado fala sobre o enterro das cabeças de Lampião e Corisco e, sobre a a amiga ex-cangaceira Dadá..

OBS: Poucos sabem disso, mas foi ele, quem doou o Jazigo Perpétuo e o caixão para que Dadá sepultasse os ossos de Corisco, seu ex-companheiro de vida no cangaço.

O Vídeo é de 1977 resgatado por Pedro Urizzi - Youtube


Neste Globo Repórter do ano de 1985 Tratou da vida do escritor. Aos 2 minutos e 25 segs. do vídeo, fala-se sobre o livro Seara Vermelha, onde ele conta a vida do retirante flagelado e dos CANGACEIROS. O livro foi traduzido em 25 idiomas e, virou filme.

A partir dos 3min27s até 4:40s, Jorge, e o repórter Hermano Henning, estão na casa da Ex-cangaceira "Dadá', entrevistando-a, onde ela narra algumas passagens pelo cangaço. Canal doYoutube de Rubinho Nova.

 

Pesquisa de Volta Seca publicada no Grupo Cangaço Discussão Técnica - FaceBook

O Sertão vai parar!

Programação Cariri Cangaço Exu

Impossível não ficar entusiasmado com a realização de mais um Cariri Cangaço, desta vez em Exu e Serrita, no "Araripe de Pernambuco". Na verdade não apenas pelo evento em si; que já é um dos maiores realizados por nossa marca; mas por toda singularidade e capilaridade que o mesmo acabou alcançando. Foi uma gestação prazerosa; exatos 9 meses; entre a primeira reunião de planejamento na cidade de Exu até a noite de abertura do evento, neste próximo dia 20 de julho, concretizando um sonho de toda a família Cariri Cangaço.

Poderia passar alguns dias falando da Programação, entretanto tenho que exercitar meu poder de síntese para que os amigos possam aquilatar o que conseguimos, com o esforço de muitos, reunir neste grande Cariri Cangaço Exu. A cultura, a memória e a história do sertão estão em festa. Aqui vamos encontrar o verdadeiro elo que une toda a nação nordestina. Em seu berço, o grande convidado especial será o Rei do Baião; Luiz Lua Gonzaga; em sua homenagem a programação contempla toda gratidão e respeito ao maior embaixador do sertão de todos os tempos. As homenagens ao próprio Luiz Gonzaga, in memoriam, com o Título "Personalidade Eterna do Sertão" concedido pelo Conselho do Cariri Cangaço, passando pela entrega do Título de Cidadão de Floresta e desembocando com as homenagens a quem, ao lado dele fizeram acontecer, como seus sobrinhos: Joquinha e Piloto e ainda seus companheiros de baião: Enio, Pedrino e Islanio, iniciam um conjunto significativo de homenagens.

A força de Luiz Gonzaga também se fará sentir nas qualificadas apresentações de Wilson Seraine, Reginaldo Silva, Paulo Vanderlei, José Nobre, Mucio Procópio, Kydelmir Dantas, Juliana Pereira, Joquinha Gonzaga e Piloto, em Mesas de Debates pra lá de preciosas, onde poderemos "beber da fonte" isso tudo no berço do Rei do Baião, Parque Aza Branca.

A emoção não para por aí, um Trio pra lá de especial vai inundar o Cariri Cangaço Exu do que temos de mais importante em nossas vidas:Esperança. Pedro Lucas Feitosa, 12 anos; Cecilia do Acordeom, 9 anos e Pedro Motta Popoff de 11 anos, verdadeiros representantes da alma nordestina, crianças espetaculares, cada uma com seu talento mais que especial, nos darão a medida certa de que podemos sim dizer que trilhamos o caminho certo...

Em Exu é necessário ressaltar a grande força e tradição histórica de suas famílias. As visitas à fazenda Caiçara, onde nasceram dois vultos da historia de Exu; a incomparável Bárbara de Alencar, ou simplesmente dona Bárbara; grande heroína brasileira ainda no século XIX quando ao lado de seus filhos protagonizaram as revoluções; Pernambucana e Confederação do Equador;  e ainda o Barão de Exu, nos mostram a riqueza e força do lugar. Ali também na Caiçara haveria de nascer o pequeno Luiz Gonzaga do Nascimento;oportunidade em que iremos visitar o Museu de dona Bárbara e o Marco da Casa do Rei do Baião .

Dali até o largo da espetacular Fazenda Araripe, onde teremos a visita a famosa Casa de Januário, à Casa do Barão de Exu, sensacional e a não menos espetacular igreja de São João Batista do Araripe, um dia sem igual. A historia de Exu se perpetua ainda dentro de nossa programação com a Conferencia "Exu, 3 séculos de história" com a grande memorialista, historiadora e escritora exuense, Thereza Oldam, que ao lado de Givaldo Peixoto, Leandro Fernandes e Alvenir Peixoto, capitaneiam um noite espetacular.

O município de Serrita será nosso outro grande anfitrião. Aqui dois momentos marcantes de nossa programação. O primeiro será a visita seguida de conferencia a Vila da Ipueira dos Xavier; exatamente localizada entre Exu e Serrita e berço da tradicional família Xavier e de um dos episódios mais emblemáticos da historiografia do cangaço. Ali nos anos 20, Pedro Xavier e alguns familiares resistiram e evitaram a invasão à vila do bando de Lampião, mas quem vai nos contar essa historia será um neto de Pedro Xavier: Eimar Xavier que além de nos contar como tudo aconteceu ainda vai nos mostrar cada cenário do famoso embate . Ali os convidados Cariri Cangaço terão a oportunidade de almoçar com os próprios moradores do lugar numa autentica integração do povo do sertão.

Serrita também será palco do encerramento do Cariri Cangaço Exu 2017, quando ao lado da Fundação Padre João Câncio, participaremos no parque Raimundo Jacó da 47ª Edição da festejada Missa do Vaqueiro de Serrita; uma iniciativa criada por Padre João Câncio, Luiz Gonzaga e Pedro Bandeira para homenagear o vaqueiro Raimundo Jacó, assassinado dentro da própria caatinga. Aqui abrimos um parêntese para enaltecer o trabalho, a dedicação e o compromisso de Helena Câncio na perpetuação da Celebração e mais que isso, na perpetuação dos valores que nos fazem uma nação de homens de raiz, força e fé. Na Missa do Vaqueiro de Serrita, o Conselho do Cariri Cangaço passará às mãos de Helena Câncio, representando a família, o Título de "Personalidade Eterna do Sertão" conferido in memoriam a
Padre João Câncio.

Como não poderia deixar de ter, o Cariri Cangaço Exu também estará realizando um conjunto de lançamento e relançamentos de muitas obras. Livros, documentários e projetos estarão sendo lançados durante o evento. João Monteiro Neto na noite de abertura nos apresenta seu espetacular livro, uma obra de fôlego, onde nos traz a historia e as origens de um dos mais significativos patrimônios do sertão: O aboio com o seu, "Aboio Poesia Improviso Cantoria, Origens"; e na mesma noite de abertura teremos o seu ponto alto com a conferencia "A Influência do Cangaço na Obra de Luiz Gonzaga" com o não menos festejado Wilson Seraine que ainda nos brindará com dois lançamentos espetaculares: “Cordéis Gonzaguianos - Antologia" e "A Festa da Asa Branca”; seguida de coquetel aos presentes.

Daniel Walker com “Padre Cícero, Lampião e Coronéis”, Louro Teles com “A Maior Batalha de Lampião - Serra Grande “, Calixto Junior com “Considerações sobre a Invasão Lavras por Quinco Vasques em 1910”, Elane Marques com "Sila - Do Cangaço ao Estrelato" serão algumas das obras relançadas dentro da programação como também o grande João de Sousa Lima com “Cem Anos – Luiz Gonzaga” e Antônio Vilela com “Dominguinhos – O Neném de Garanhuns” além de Archimedes Marques com o inédito "Lampião na Historiografia de Sergipe" e o aguardado "O Rei do Baião e Princesa do Cariri" de Rafael Lima. Aqui também teremos o lançamento do documentário de Laina Ramos,  “O vaqueiro, a missa e o couro”.

O evento promete reunir mais de 300 pesquisadores de todo o Brasil e um público estimado de mais de 4 mil pessoas em seus 3 dias de realização. Com reservas confirmadas já temos cerca de 250 pesquisadores de pelo menos 14 estados da federação. O Conselho Consultivo Alcino Alves Costa do Cariri Cangaço; formado por personalidades de destaque do universo do estudo e pesquisa da temática; estará presente com 21 de seus destacados membros, todos com participação ativa dentro da programação: Leandro Cardoso, Cristina Couto, Juliana Pereira, Kydelmir Dantas, Ivanildo Silveira, Mucio Procópio, Wescley Rodrigues, Professor Pereira, Narciso Dias, Jorge Remígio, Antônio Vilela, Ana Lucia Sousa, Manoel Serafim, Celsinho Rodrigues, Edvaldo Feitosa, Archimedes Marques, Raul Meneleu,Kiko Monteiro, João de Sousa Lima e Luiz Ruben, formam a linha de frente de condução do evento.

20 Conselheiros presentes em EXU...

Temos a satisfação de contar ainda com uma verdadeira legião de confrades, igualmente talentosos que estarão ao nosso lado desenvolvendo  essa grande programação. As participações de Heitor Macedo, Emerson Monteiro e Huberto Cabral, representantes do ICC; de nosso Presidente da SBEC; Benedito Vasconcelos que na oportunidade estará entregando Comendas "Alcino Alves Costa" a personalidades presentes; Dimas Macedo da Academia Cearense de Letras, de Francimary Oliveira, Camilo Lemos, Carlos Alberto, Noádia Costa, José Bezerra Lima Irmão, nos dão a certeza da consolidação de um esforço para construir uma grande programação.

Sérgio Brayner ao lado de Helenilda Moreira, Kiko Monteiro e Ivanildo Silveira prometem desvendar os segredos das redes sociais e a importância na difusão da cultura e turismo do sertão, neste mesmo momento seremos presenteados com a arte dos pequenos no Xaxado do Garotos da APAE de Serra Talhada, imperdível e os embaixadores do Cariri Cangaço no Xaxado; Quirino Silva e Célia Maria, sem falar nas bençãos do capelão Padre Agustinho e ainda Padre Fábio Mota

Ainda dentro da programação do Cariri Cangaço, a Curadoria estará apresentando aos presentes os novos desafios da marca para os meses que virão. O prefeito de Delmiro Gouveia, Padre Eraldo ao lado da Secretária de Cultura Patricia Brasil, do vice-prefeito de Água Branca, Maciel Silva e dos Conselheiros Celsinho Rodrigues e Edvaldo Feitosa, apresentam a programação prévia do Cariri Cangaço Trilogia unindo de forma espetacular, em Setembro: Delmiro Gouveia, Água Branca e Piranhas. Logo em seguida, o Conselheiro Manoel Serafim e as pesquisadoras, Mabel Nogueira e Ana Gleide, de Floresta e Nazaré apresentam o Cariri Cangaço Floresta 2017-Centenário de Nazaré, e ainda dentro do mesmo momento os pesquisadores Rangel Alves Costa e Manoel Belarmino nos trazem o Cariri Cangaço Poço Redondo 2018, numa agenda ousada e fantástica do Cariri Cangaço.

Gratidão é algo que devemos cultivar com toda sinceridade em nosso coração. O Cariri Cangaço é uma realização de muitas mãos e muita emoção, à essa família gigante que reúne pesquisadores e apaixonados pela nossa cultura e historia de todos os cantos do Brasil, muito obrigado. Ao grande Conselho Alcino Alves Costa, a SBEC- Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço, ao GECC, GPEC e GFEC, grupos de estudo do Ceará, Paraíba e Floresta; a Fundação Padre João Câncio, ao ICC - Instituto Cultural do Cariri, aos Grupos de Estudos e Debates nas redes sociais: O Cangaço, Lampião-Cangaço e Nordeste, Historiografia do Cangaço, Oficio das Espingardas e Cangaceiros, o nosso reconhecimento e profunda gratidão. Não paramos nunca !

Por fim dizer do grande apoio e acolhimento sem igual do município de Exu. Algo realmente sensacional, a partir da confiança no desenvolvimento do Projeto até o esforço em todas as fases de sua realização.

Ao estimado prefeito Raimundinho Saraiva, ao batalhador secretário de cultura Rodrigo Honorato, às queridas Alvenir Peixoto, Helenilda Moreira, Eliana Galdino, Carlina Araujo, aos amigos Bibi Saraiva, Cícero Marcelino e à equipe da secretaria de cultura: Elisângela, Creusa, Roachel, Lucélia, Auricelia, aos queridos amigos de Serrita, em especial ao Secretário de Cultura Thiago Câncio e a maravilhosa Helena Câncio; uma referencia para todos nós; ao grande amigo, grande pesquisador gonzaguiano, Wilson Seraine; patrocinador master de nosso evento com o seu "Programa a Hora do Rei do Baião"; a todo o pessoal do trade turístico, das pousadas; Isabel Albuquerque, Ramires, Duda, Dona Nêna, Adenildo, Erlen, Patricia, Dr Junior do Parque Aza Branca e a Milena Iria, representando a todos os colaboradores da ONG;  enfim, a todos que acreditaram que podíamos sim "fazer diferente" e... Estamos fazendo.


Eis a programação...


QUINTA-FEIRA, 20 de Julho de 2017

19h – Noite Solene de Abertura
Escola Bárbara de Alencar - Centro, Exu Apresentação da Orquestra SONATA DE EXU

19h20min – Formação da Mesa de Autoridades
19h30min – Hino Nacional
19h35min – Apresentação do Cariri Cangaço
Por Conselheiros CRISTINA COUTO e WESCLEY RODRIGUES

19h45min - Fala das Autoridades
MANOEL SEVERO
RODRIGO HONORATO
RAIMUNDINHO SARAIVA

20h10min – Entrega do Título de Cidadão Florestano a Luiz Gonzaga
BIA NUMERIANO

20h20min - “Personalidade Eterna do Sertão”
Por Conselheiros JULIANA PEREIRA e KYDELMIR DANTAS

20h30min – Lançamento
"Aboio Poesia Improviso Cantoria, Origens" de JOÃO MONTEIRO NETO



20h50min – Conferência de Abertura
"A Influência do Cangaço na Obra de Luiz Gonzaga" WILSON SERAINE DA SILVA FILHO

21h30min - Lançamento

“Cordéis Gonzaguianos - Antologia"
"A Festa da Asa Branca” de WILSON SERAINE e REGINALDO SILVA



22h - Coquetel de Abertura

SEXTA-FEIRA, 21 de Julho de 2017

8h30min – Saída para Serrita

9h30min – Capela da Vila de Ipueira dos Xavier
Entrega de Diploma à Família Xavier
Por Conselheiros JOÃO DE SOUSA LIMA e PROFESSOR PEREIRA

Conferência “O Fogo da Ipueira” EIMAR XAVIER

14h - Fazenda Caiçara - Exu
14h10min – Marco da Casa de Luiz Gonzaga

14h20min - Casa Museu de Dona Bárbara
AMPARO ALENCAR

14h40min- Entrega de Diploma Museu de Dona Bárbara
Por Conselheiros RAUL MENELEU e MANOEL SERAFIM

14h50min- Homenagem a Dona Bárbara
HUBERTO CABRAL

15h30min – Fazenda Araripe
15h35min - Visita a Casa de Januário

15h50min - Igreja de São João Batista do Araripe
AMPARO ALENCAR
16h – Saudação pelo Cariri Cangaço a Exu e à Família Nordestina
DIMAS MACEDO

16h30min - Visita a Casa do Barão de Exu

17h - Trio Pé de Serra no Araripe "CECÍLIA DO ACORDEON"



Entrega de Diploma
Por NARCISO DIAS e FRANCIMARY OLIVEIRA

19h30min Escola Bárbara de Alencar

19h40min - ICC - Instituto Cultural do Cariri
Lançamento da Parceria ICC - Cariri Cangaço
Revista 10 anos do Cariri Cangaço
HEITOR FEITOSA MACEDO e EMERSON MONTEIRO

19h50min – Segunda Noite de Lançamentos

“Cem Anos – Luiz Gonzaga” de JOÃO DE SOUSA LIMA

 “Padre Cícero, Lampião e Coronéis” de DANIEL WALKER

“A Maior Batalha de Lampião - Serra Grande “ de LOURINALDO TELES

“Considerações sobre a Invasão Lavras por Quinco Vasques em 1910”
JOÃO TAVARES CALIXTO JUNIOR

20h30min – Posse no Conselho Cariri Cangaço
Por Conselheiros ANA LÚCIA GRANJA SOUZA e LUIZ RUBEN

21h – Conferência
 “Exu ; Tres Séculos de História”  THEREZA OLDAM ALENCAR PEIXOTO

MESA
MODERADOR: LEANDRO CARDOSO FERNANDES, GIVALDO PEIXOTO e ALVENIR PEIXOTO TENÓRIO

SÁBADO, 22 de Julho de 2017

8h30min - Parque Aza Branca, Exu

9h - Os Desafios do Cariri Cangaço
CONSELHO ALCINO ALVES COSTA

9h10min – Apresentação do Projeto
"Lampião do Inicio ao Fim de Aderbal Nogueira" por MANOEL SEVERO

9h20min - Entrega de Comendas pela
SBEC-Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço
BENEDITO VASCONCELOS MENDES

9h30min - Lançamento CARIRI CANGAÇO “TRILOGIA”
CELSINHO RODRIGUES – Conselheiro, Município de Piranhas
PADRE ERALDO – Prefeito Município de Delmiro Gouveia
PATRICIA BRASIL - Secretária de Turismo e Cultura
MACIEL SILVA – Vice-Prefeito de Água Branca
EDVALDO FEITOSA - Conselheiro, Município de Água Branca

10h - Lançamento CARIRI CANGAÇO FLORESTA
MANOEL SERAFIM – Conselheiro, Município de Floresta
MABEL NOGUEIRA – Comissão Organizadora, Nazaré do Pico
ANA  GLEIDE SOUZA LEAL – Comissão Organizadora, Floresta

10h30min -Lançamento CARIRI CANGAÇO “POÇO REDONDO 2018”

RANGEL ALVES DA COSTA e MANOEL BELARMINO

11h - Xaxado com os Meninos da APAE de Serra Talhada

Xaxado com QUIRINO SILVA E CÉLIA MARIA

11h30min - Roda de Conversa
"A Importância das Redes Sociais na Promoção dos Destinos Turísticos"
MODERADOR: HELENILDA MOREIRA
PAINELISTA: SÉRGIO BRAYNER
DEBATEDORES: KIKO MONTEIRO E IVANILDO SILVEIRA

15h30min – Parque Aza Branca
Mausoléu de Luiz Gonzaga
Museu de Luiz Gonzaga
Casa de Luiz Gonzaga
EQUIPE PARQUE AZA BRANCA

Entrega de Diploma ao Museu Luiz Gonzaga
CARLOS ALBERTO e CAMILO LEMOS

16h45min - Entrega de Comendas Cariri Cangaço a Personalidades
ARQUIMEDES MARQUES, JORGE REMIGIO e CELSINHO RODRIGUES

17h - Terceiro Dia de Lançamentos

 “O Rei do Baião e a Princesa do Cariri” de RAFAEL LIMA

“As Mulheres de Luiz Gonzaga” de MARCELO LEAL

“Lampião na Historiografia de Sergipe” de ARQUIMEDES MARQUES

“Dominguinhos – O Neném de Garanhuns” de ANTONIO VILELA

"Sila - Do Cangaço ao Estrelato" de Elane Marques



18h - Conferência
Luiz Gonzaga: O Homem e o Mito
MODERADORA - JULIANA PEREIRA
JOQUINHA GONZAGA
FAUSTO LUIZ MACIEL "PILOTO"
REGINALDO SILVA

19h – Apresentação do Museu de Luiz Gonzaga de Dom Quintino
PEDRO LUCAS FEITOSA


Entrega de Diploma ao Museu - Luiz Gonzaga de Dom Quintino
NOÁDIA COSTA e JOSÉ BEZERRA LIMA IRMÃO

19h20min - "Menino Pedro, do Cordel e do Baião"
PEDRO MOTTA POPOFF




19h40min – Conferência:
O Legado e a Espetacular Obra de Luiz Lua Gonzaga
MODERADOR: MÚCIO PROCÓPIO
PAULO VANDERLEY
JOSÉ NOBRE
KYDELMIR DANTAS

20h50min - Lançamento de Documentário
 “O vaqueiro, a missa e o couro”
LAINA RAMOS e DALILA CARLA DOS SANTOS


DOMINGO, 23 de Julho de 2017

8h – Saída para Serrita
Parque Raimundo Jacó Missa do Vaqueiro de Serrita
Entrega do Diploma “Personalidade Eterna do Sertão”
Padre João Câncio in memoriam
CONSELHO DO CARIRI CANGAÇO

10h MISSA DO VAQUEIRO DE SERRITA
Fundação Padre João Câncio
HELENA CÂNCIO


Cariri Cangaço Exu 2017
Realização:
INSTITUTO CARIRI DO BRASIL
PREFEITURA MUNICIPAL DE EXU

Patrocínio:
PROGRAMA A HORA DO REI DO BAIÃO





Apoio Institucional:

SBEC- SOCIEDADE BRASILEIRA DE ESTUDOS DO CANGAÇO
FUNDAÇÃO PADRE JOÃO CÂNCIO
GECC-GRUPO DE ESTUDOS DO CANGAÇO DO CEARÁ
GPEC-GRUPO PARAIBANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO
GFEC-GRUPO FLORESTANO DE ESTUDOS DO CANGAÇO
PREFEITURA MUNICIPAL DE SERRITA
ICC - INSTITUTO CULTURAL DO CARIRI
GRUPO LAMPIÃO, CANGAÇO E NORDESTE
GRUPO O CANGAÇO
GRUPO OFICIO DAS ESPINGARDAS
GRUPO HISTORIOGRAFIA DO CANGAÇO